Do outro lado do mundo vem a podre idéia de que eu escreva sobre o amor. Afinal que diabos seria isso? Acha um casalzinho da moda e escreve “peixe”. Pedido de luso brasileiro morador da Ilha da Madeira não pode ser negado. Afinal quem me dará abrigo no velho continente. A pedidos do luso amigo
Pra começar, não sei mesmo se o tal existe. Se ele for uma caruara nas pernas, uma batida acelerada de coração e uma vontade da zorra de ver a pessoa “amada”, então não existe não. Isso é algum tipo de sintoma pra alguma dessas doenças novas que descobrem no coração. Todo dia é uma nova descoberta. Assim como as sobre o tal do amor.
Abro os sites que deveriam ser de notícias relevantes e vejo que a fofoca da vez, quer dizer a notícia, é o suposto namoro de um cantor de 30 anos com uma recém saída da casca do ovo de 16. Como fã do trabalho do “idoso” cantor, Marcelo Camelo, me senti convidado a entrar em discussões sobre o caso. De “prende este pedófilo” a “o amor é lindo”, e o povo é besta viu. Ok, também ouvi coisas mais certinhas e sensatas do tipo, “eles devem tá curtindo o momento”, “ah deixa os garotos brincar” – assim mesmo, com português errado, mas sensato. Também ouvi gente que assim como eu duvidava, mas que de antemão desejava toda a sorte do mundo ao casal, caso a coisa se concretize verdadeira.
Acho um saco essa coisa de falar sobre a vida das pessoas. Mas as pessoas se prendem tanto a isso aqui no Brasil. Semana passada tive que me vestir de advogado do Diabo e sair defendendo a cantora baiana Cláudia Leitte, que disse que não queria que o filho fosse gay. Eu também não ora essas! Mas o luso brasileiro me pediu um texto sobre o amor. Deve achar que eu to manjando, passa horas com o fake no orkut e deve ter dado atenção especial à minha página de recados.
Mas fechando o parêntese, volto ao caso. Não curto analisar a vida das pessoas, mas nesse caso vamos lá, afinal o amor pode ser escroto e pedófilo. Escroto porque ao que me parece – vou no jornalismo preguiçoso que não apura porra nenhuma – Camelo tinha até pouco tempo um namoro estável e que já durava algum tempo, logo não sairia dele para uma aventura qualquer, e a menina da qual não compartilhei do repentino sucesso do youtube, também acaba de sair de um relacionamento, sob o qual não tenho informações.
Só pra por os pontos nos “is” ela tem nome, Mallu Magalhães e acaba de lançar um cd, onde a maioria das canções são interpretadas em inglês. Mas se rola um sentimento que para o bem deles, espero que não seja o da caruara, porque pode ser problema cardiorespiratório, e apesar do caos instaurado no planeta pela possibilidade, o Camelo ainda é jovem pra sofrer de problemas no ‘grão-orgão’ – se ele é imagina a menina.
Que seja uma vontade de ter o outro por perto, o sentir do cheiro mesmo a distância, o congelar da barriga com um abraço e o melhor sabor do mundo com um beijo apaixonado. Isso sim que é bom, agora esse tal de amor, presta não minha gente.
Eu vi um menino correndo, mas não tinha nada a ver com o tempo, ou com cabelos brancos na fronte do artista. Não existia força estranha. A que havia era uma conhecida. O vento batia no rosto suado e ele corria. Corria e não conseguia parar. O coração pulsava cada vez mais forte. Ele passava as mão sobre os curtos cabelos. Parecia desesperado. Tudo o que ele mais queria não poderia ter. Por isso corria. Não tinha direção, só corria. Não tinha rumo, nem idéia de pra onde iria. Perdera a confiança no amor, na pessoas, em deus.
Eu vi o menino correndo. Corria por desespero, por dor, por agustia e por desprezo. Corria porque não se sentia. Não era. A tensão não cabia em si. Ele queria se libertar, mas não conseguia. Estava preso em um corpo fadado ao insucesso. Detido a uma recusa. Eu só vi o menino. Não tive coragem de lhe falar. Mas por onde o menino passou, haviam lágrimas. Havia tristesa e solidão. Voltando pelo rastro se encontrava a causa. Bela, meiga, amada, musa e impassível autora do sofrível “não”.
O frio da barriga que começou desde o momento em que entrei no ônibus com a intenção de assistir a João Gilberto a priori parecia inusitado. Porque? cheguei a me perguntar. Pouco antes das nove da noite – horário marcado para o início do show lá estávamos nós, a ‘patota’ que dormiu na fila e aguardou por quatorze horas até a abertura das bilheterias estava lá no saguão do Teatro Castro Alves.
Lá ao lado dos governadores da Bahia, Jaques Wagner e de Sergipe, Marcelo Déda. Ao lado do ministro da Cultura, Juca Ferreira, de Daniela Mercury e outras celebridades, mas todas ofuscadas. Obviamente que chegaram ali com a intenção de serem coadjuvantes, mas nem era preciso querer, estariam de qualquer forma condenadas a esta sorte. Já passava das dez quando a terceira leva de palmas tomou o TCA, demonstravam muito mais ansiedade do que impaciência. Pouco minutos depois vem o primeiro toque da campainha, o frio na barriga aperta, dá uma vontade de ir ao banho, no caminho até lá o segundo toque. Tensão. O coração bate mais acelerado. Já na volta o derradeiro toque. O rapaz do teatro avisa: Já vai começar! A tensão também estava em seus olhos. Por nós passa correndo o secretário de cultura do estado à procura de alguém. Vai começar repetia Márcio Meirelles quase sussurrando.
Dez horas e cinco minutos, a voz do locutor mestre de cerimônias ecoa sobre o teatro. “Solicitamos que desliguem os celulares, esse inconveniente deve ser evitado. Especialmente neste espetáculo” frisa. A platéia ri. Era chegada a hora. O locutor comanda o momento “tenho a honra de convidar ao palco um dos maiores patrimônios da música brasileira: João Gilberto”
São dez horas e oito minutos. Como que vindo do nada ele surge, lentamente, violão na mão direita, olha a platéia antes de se sentar e a reverência três vezes com a cabeça, como os japoneses. Pronto. Agora era com ele e só. Então senta, bota a mão direita sobre a perna direita e, ainda sob aplausos, começa a se desculpar imediatamente pelo atraso. Mais aplausos, sob os quais ele começa a tocar uns acordes – mas interrompe tudo ainda no começo, para reclamar do microfone.
“Desculpem, mas eu pedi para não ser esse microfone, porque esse tem um negócio assim, desnecessário”, reclama, enfatizando bem o “eu pedi”
Enquanto João tenta arrumar o equipamento a tensão toma conta do teatro. Um japonês de passo sorrateiro entra no palco e ajeita o microfone. João apresenta o técnico de som de forma simples: é o japonês.
Agora sim. João solta a voz, bem baixinho…”você já foi a Bahia nega? não? então vá..” A beleza de ver Caymmi por João enchia os olhos, os ouvidos. Era como se o próprio Caymmi estivesse ali em uma daquelas cadeiras balançando as pernas e revirando os olhos como ninguém para assistir João. Logo na seqüência ele conta uma história de Caymmi. “Ele foi fazer um show fora ai o rapaz falou pra ele o horário do ensaio, e ele respondeu ‘não, não, eu já vim ensaiado da Bahia’”. Por fim João repete uma parte da música…”você já foi a Bahia nega? não? então vá..” com uma voz e acordes diferentes do que havia acabado de interpretar, como se imitasse o velho amigo. Após o acorde final os aplausos demoram a chegar, como se o público estivesse paralisado com o encantamento do momento, mas ele mesmo faz questão de nos trazer a este plano e avisa, “pronto”. Como quem diz, acabei agora aplaudam. O que fazer se não aplaudir?
Em seguida João é a representação da modéstia: ”Olha, eu canto por esse mundo todo, mas a Bahia é diferente”. Ele observa a platéia e continua “eu fico até nervoso”. O orgulho pela terra emociona e os aplausos quase levam o TCA abaixo.
João é só bom humor, “hoje estou metido a contar histórias”. Ela cita mais uma vez o prazer de tocar na Bahia, a emoção de reencontrar amigos e familiares. Fala de uma gravação que ouviu de Edson Diniz e da esposa Maria Eugênia, amigos presentes na platéia. “Ela é psiquiatra – diz se referindo a Maria Eugênia – … Aliás, eu vou até endireitar minha cabeça…” diz o brincalhão João, colocando a mão na cabeça já sem muitos fios de cabelo.
João relembra Caymmi outras tantas vezes, brinca com a platéia, relembra as histórias de um primo, comenta algo a cada final de música, enquanto afina o violão para a seguinte. Em certo momento pede que o volume do violão seja elevado. ”Não, porque o som aí é um e aqui é outro. Quer dizer, é o mesmo, mas…” A platéia diz não se incomodar, ele escuta: “de lá do fundo já disseram ‘tá bom!’”. Compara o retorno com os alto-falantes “aquele que tem ali no Campo Grande, perto do Hotel da Bahia, quando dá seis horas o rapaz começa”, mas sentencia com um “Alto falante é lindo”. E assim o volume aumenta.
Durante “Meditação” de Tom Jobim e Newton Mendonça, acessos coletivos de tosse em vários pontos da platéia deixam João confuso. Ao fim da música, ele diz sorrindo: “cantei um verso que não era, de tanto escutar uma tosse…” . O público aplaude. Ele continua: “se eu soubesse tinha trazido um xarope”. Era um João só da Bahia, brincalhão, engraçado. Ainda neste intervalo de canções alguém grita: “Aumenta o som!”
João não escuta e pergunta: “Como é?”. Ninguém diz nada. Ele pede: “Como é? Fale…”. E o cidadão incomodado diz: “aumenta o som!”. Ele responde que o “o som é lá no controle. O volume não é assim não. Senão não existiria a trompa, fom fom fom. A orquestra faz tchá tchá tchá – imitando um maestro – enquanto a trompa está lá fazendo: fom fom fom…”.
Após a explicação João volta ao violão, mas antes de recomeçar repete com um olhar perdido, como um “mas veja você” o pedido do homem desconhecido: “Aumenta o som…”. E depois de mais uma canção cantada quase que como um sussurro, mostra que não se esqueceu do homem sem rosto que pedira o aumento do volume: ”Desculpe, amigo. Eu vou treinar cantar bem alto!”.
João ainda reclama do ventinho enquanto nos presenteia com “Wave”, “Bahia com H”, “Estate”, “Desafinado” e tantas outras. Em “Preconceito”, ele faz corações amigos baterem mais fortes e debocharem da situação. “”Não maltrate o seu pretinho que lhe faz tanto carinho e no fundo é bom rapaz. Você vem de um palacete, eu nasci num barracão…Eu vou fazer serenata, eu vou cantar minha dor. Meu samba vai, diz a ela que coração não tem cor.” E depois mais uma vez relembra Caymmi, agora de uma forma inesperada, colocando em transe mentes e corações, é “Acalanto”. Ele promete que não vai se emocionar. Ao ritmo de “boi, boi, boi, boi da cara preta pega essa menina que tem medo de careta” um filme passa pela cabeça de cada ser ali presente. Inclusive a dele. É divino, como de outro mundo. O mundo só de João. E agora invadido por nós, nobres intrusos. De onde quer que esteja Dorival sorri de forma mansa e sente orgulho do amigo, da terra natal, do legado.
Meia noite e dois e o João termina o show. Muitos aplausos. Ele deixa o palco mas ainda sob os ininterruptos aplausos retorna. São mais cinco músicas, entre elas mais uma de Dorival, o grande homenageado da noite. Mas é com “Garota de Ipanema” que ele fecha a noite e celebra a Bossa Nova. O público agora já descontraído e até barulhento acompanha. Pronto. Meia noite e meia e João agradece com as três reverências de cabeça e se retira, erra a saída na primeira tentativa, mas anda um pouco mais no imenso palco onde por 2horas e meia ele foi gigante e desaparece. Era o fim. As luzes se ascendem. O frio na barriga estava justificado.
A noite dormida na fila dos ingressos não “valeu a pena” ela não subtraiu, ela somou. O calvário purificador antes do milagre. Não é um show – nem um som – para leigos. Poucos iniciados têm a oportunidade de serem encantados. A purificação se faz necessária.
Morreu hoje aquele que para Caetano Veloso foi o “único homem que foi barroco e zen ao mesmo tempo”.
Dori não precisa de que falem por ele, isso ele sabia fazer como ninguém. Hoje tem festa no céu, Zélia e Jorge sem dúvida, o receberão de braços abertos.
E lá se foi o velho marujo…que a partida tenha sido tão doce quanto seu legado.
“É doce morrer no mar
Nas ondas verdes do mar
Saveiro partiu de noite foi
Madrugada nao voltou
O marinheiro bonito sereia do mar levou”
Vai marinheiro bonito, vai pra perto de tua sereia.
Esses dias ele estava meio assim, serelepe, saudosista, sereno…feliz.
Não tinha motivos em especial. Ao menos imaginava não ter.
Na sexta-feira que seria incomum sem a cerveja com os amigos, ele descobriu o porque do vento de felicidade.
Talvez devido às voltas que uma conexão dá, a brisa da alegria tenha passado primeiro na capital para depois seguir rumo à princesa do sertão.
Num recado carinhoso que ainda hoje ele faz questão de guardar, a dona da escrita mágica trouxe a boa nova.
Ele achou engraçado sentir toda aquela felicidade pela alegria alheia.
Mas logo percebeu que não era simplesmente “alheia”.
A caneta assanhada de imaginação tão célebre quanto a que inspira J.K.Rowlling já havia colocado seu encanto sobre ele.
De forma tão impiedosa quanto a cegueira branca de Saramago e tão doce quanto o amor criado por Garcia Márquez, do velho centenário pela jovem Delgadina.
E assim o bichinho estranho da felicidade foi abrindo espaço coração a dentro.
Era o bicho estranho tomando conhecimento de que com amor tudo fica mais fácil e até milagres acontecem – neste caso ainda estão por vir.
E o danado do bicho vai assim construindo uma grande, sincera e saudável amizade.
Coisa boa. Regada a muita felicidade.
Desde quando amor tem prazo de validade? Talvez aqueles que inventaram as regras de que quando estivermos bem apegados é hora de nos separarmos e cada um seguir o seu caminho, achassem que sim. Ou talvez apenas quisessem fazer a coisa ser mais gostosa. Ainda mais emocionante.
Se era esta a intenção, parabéns, conseguiram. Tem coisas que depois que acabam, dá uma vontade danada de sentir de novo, de conviver novamente. E quando aparece uma oportunidade, eles não desperdiçam.
A vida joga os dados e faz questão de colocá-los em extremos, mas eles são bons no jogo de azar. Pouco importa se são enfermeiros, advogados, policiais, professores, médicos ou jornalistas. O coração vai bater sempre mais forte quando essas chances aparecerem.
Em uma delas o menino que brincava de soldadinho de chumbo vira comandante como gente grande. E os aplausos vindos daquela direção são reconhecidos pelos ouvidos que cresceram apurados por eles. A menina de coração grande, impecável, decidiu seguir a brincadeira daqueles tempos, quando as bolinhas de papel cruzavam os ares. Ela quis ser mestra.
Mas ali estavam todos eles, independente do que viessem a ser, já eram muito mais. Eram amigos. E em noites de gala, o gozador de coração mole se rende à falta de validade do afeto, do amor e do carinho.
O som alto dá o lembrete: Estamos em festa. Em meio ao piscar de luzes, eles são apenas cúmplices. Eternos cúmplices. O que resta a fazer é emoldurar o momento.
Pronto. Chamem as crianças, lhes mostrem o quadro. Temos histórias para contar. Longe dos olhos, mas perto do coração.
Ele não estava apto ao amor; não por agora.
E aquele era apenas mais um dia que terminaria como os outros.
Mas quis o destino que velhos amigos o tirassem de casa, naquele sábado que por contexto já seria feliz.
Reunidos conversavam como antes, recordavam os tempos de mamadeira brindando com cerveja.
E eis que de repente em mais uma entre mesas ao redor, olhares se cruzam, se fixam.
Um respiro profundo, um início de sorriso gracioso e um baixar de olhos encantador.
Ele não imaginava. Não era possível. Como caber tanta intensidade em um tempo tão curto.
Antes que daquela noite nascesse um novo dia, eles já dividiam a mesa.
Baianos e gaúchas conversavam como se fossem amigos de décadas.
Bem verdade que por ele, ainda continuariam a apenas se olharem por horas.
Porém, os amigos, percebendo “o momento”, fizeram em poucos minutos a união dos mais de três mil quilômetros que separam Salvador de Porto Alegre.
Enquanto o garçom continuava a trazer cerveja, o sábado já era domingo e casais baiúchos se formavam entre os amigos dele e as dela.
Mas os dois continuavam ali apenas a conversar, olho no olho, dividindo gostos parecidos e poetizando cada um a sua terra natal.
Os belos cabelos negros, o olhar cerrado, o cigarro e os quase 30 anos de idade davam a ela um ar de quem tinha muito a contar perto de alguém que rompeu há pouco a barreira dos 20.
Eles riam dos amigos e das situações provocadas pelas 26 garrafas sobre a mesa. Mas eles estão sóbrios, sóbrios de um sentimento que a priori pareciam recusar.
Mas em pouco mais um hora era impossível deter. Era maior que ambos e assim foi.
Depois, eles voltaram a se ver no final daquele mesmo dia que viram nascer, e depois no outro e no outro, neste ela o relembrou
-É o último!
Ele quis não acreditar, ela havia dito, no começo, ainda na mesa do bar. Ele cego, preferiu não ouvir.
O seguinte ao outro do outro foi o da despedida, se viram apenas no aeroporto. Sem melancolia, sem fotos juntos, sem juras de amor, sem contatos.
Por algumas horas foram um do outro e só. Acordaram juntos. Viveram uma só história.
Em toda a vida ela jamais falara “ouxe”, mas nesses quatro dias aprendeu com ele, e disse tantos quanto os “barbaridade” carregados no erre, que ele pronunciou.
Mas tudo chegou ao fim. Acabou quando o Salvador/São Paulo/Porto Alegre levantou vôo. Talvez não se vejam nunca mais. Se quiser o destino, trate ele próprio de colocá-los novamente no mesmo caminho. Escolheram assim. O porque talvez nem eles saibam explicar.
Só queriam viver “o momento”. A paixão intensa, tênue, tensa. E conseguiram.
Terão uma história de entrega, de doação de um ao outro para um dia contar.
Ele sai do aeroporto sozinho e vai até o ponto de ônibus, pensativo, dúbio, porém feliz. Leva consigo apenas três imagens de resolução baixa, com sorrisos de começo de manhã, daquela que por pouco mais de cem horas, foi por ele a mais amada entre todas.