Ventos de alegria ou O bicho estranho da felicidade

Esses dias ele estava meio assim, serelepe, saudosista, sereno…feliz.
Não tinha motivos em especial. Ao menos imaginava não ter.
Na sexta-feira que seria incomum sem a cerveja com os amigos, ele descobriu o porque do vento de felicidade.
Talvez devido às voltas que uma conexão dá, a brisa da alegria tenha passado primeiro na capital para depois seguir rumo à princesa do sertão.
Num recado carinhoso que ainda hoje ele faz questão de guardar, a dona da escrita mágica trouxe a boa nova.
Ele achou engraçado sentir toda aquela felicidade pela alegria alheia.
Mas logo percebeu que não era simplesmente “alheia”.
A caneta assanhada de imaginação tão célebre quanto a que inspira J.K.Rowlling já havia colocado seu encanto sobre ele.
De forma tão impiedosa quanto a cegueira branca de Saramago e tão doce quanto o amor criado por Garcia Márquez, do velho centenário pela jovem Delgadina.
E assim o bichinho estranho da felicidade foi abrindo espaço coração a dentro.
Era o bicho estranho tomando conhecimento de que com amor tudo fica mais fácil e até milagres acontecem – neste caso ainda estão por vir.
E o danado do bicho vai assim construindo uma grande, sincera e saudável amizade.
Coisa boa. Regada a muita felicidade.

Eu é que agradeço.

~ por ericluiscarvalho em 29 Julho, 2008.

Uma resposta to “Ventos de alegria ou O bicho estranho da felicidade”

  1. Lindo demais, eu não mereço isso mesmo!
    Ainda bem que a vida me trouxe você Eric, ainda bem.
    Longe dos meus olhos, perto do meu coração!
    Obrigada por ser tão presente, obrigada mesmo!
    beeijo
    =*

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