Eu vi um menino correndo…
Eu vi um menino correndo, mas não tinha nada a ver com o tempo, ou com cabelos brancos na fronte do artista. Não existia força estranha. A que havia era uma conhecida. O vento batia no rosto suado e ele corria. Corria e não conseguia parar. O coração pulsava cada vez mais forte. Ele passava as mão sobre os curtos cabelos. Parecia desesperado. Tudo o que ele mais queria não poderia ter. Por isso corria. Não tinha direção, só corria. Não tinha rumo, nem idéia de pra onde iria. Perdera a confiança no amor, na pessoas, em deus.
Eu vi o menino correndo. Corria por desespero, por dor, por agustia e por desprezo. Corria porque não se sentia. Não era. A tensão não cabia em si. Ele queria se libertar, mas não conseguia. Estava preso em um corpo fadado ao insucesso. Detido a uma recusa. Eu só vi o menino. Não tive coragem de lhe falar. Mas por onde o menino passou, haviam lágrimas. Havia tristesa e solidão. Voltando pelo rastro se encontrava a causa. Bela, meiga, amada, musa e impassível autora do sofrível “não”.


arrá! genial Eric, genial! =D
Lindo esse texto. Ainda bem que voltaste; =*