Só porque tenho por ‘elas’ um apreço imenso

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As doze badaladas anunciando a meia noite terminavam no mesmo instante em que Emanuelle Araújo, Lanlan, Toni Costa e os demais integrantes da banda Moinho subiam ao palco do Bahia Café Hall na Paralela. Voltar a terra natal sem dúvida deve ter um significado diferente para Emanuelle e Lanlan, contudo a noite deste sábado, começo de domingo teve uma significado ainda maior para o público soteropolitano que foi à casa de show assistir à talentosa banda.

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Com uma sintonia vista em poucas trupes musicais, Emanuelle e Lanlan pareciam incorporadas e com espíritos de melhor qualidade. A entrega total na busca da batida perfeita era vista em cada batuque de Lanlan nos seus diversos instrumentos de percussão. Entrega que nos primeiros minutos de show já havia conquistado o público que ali foi para ver uma das mais talentosas bandas da atualidade.

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Com uma performance teatral encantadora, Emanuelle soltou a voz já muito conhecida em terra baianas e provou que já pode ser considerada gente grande no meio musical brasileiro. Lanlan, que não poderia ter data melhor para aportar em Salvador, justamente na noite de encerramento do Festival de Música Instrumental, esteve divina e ao lado de Emanuelle, mostrou que são mesmo “baianas boas” daquelas que gostam de samba, entram na roda e dizem que são bambas.

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Misturando clássicos do samba, com um gostoso pop e influências do black music, a Moinho matou bem a “Saudade da Bahia” indo de Dorival a Riachão e fazendo todo mundo cair no samba de roda com o velho molejo que só o baiano tem.  O repertório diferenciado deu ao show um “Q” de qualidade que poucas bandas neste país conseguem obter, sem falar nas porretas  “Esnoba” e “Ela briga comigo” , as meninas baianas fizeram crescer ainda mais o apreço imenso deste blogueiro pela trupe.

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Por fim, após quase duas horas de show, a turma encerrou a passagem em solo baiano com Quixabeira, despejando orgulho da terra de uma ponta a outra, de Barreiras a Santo Amaro e partindo como um “passarinho que fez o ninho e avoou…” E como diz letra do mestre Brown, elas se foram com a sensação de que se “na ida levei tristeza, na volta trouxe alegria”. E que voltem logo!
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