“Pequenas, apenas…”

Em meio ao silêncio da madrugada, elas insistem em querer sair. Insistem em ter vida própria. Não admitem o aprisionamento. Querem falar por si só. Querem respirar o ar poluído que nos cerca. Querem domar. Necessitam. É preciso ter cautela. Vorazes, são capazes de jogar por terra edificações. Mas também sabem ser mágicas. Doces, são capazes de construir templos sem ressurreição. Amáveis. Traiçoeiras. Afavéis. Encantadoras. … Continuar lendo “Pequenas, apenas…”

A difícil arte de descrever a “dança da desilusão”

Do outro lado do mundo vem a podre idéia de que eu escreva sobre o amor. Afinal que diabos seria isso? Acha um casalzinho da moda e escreve “peixe”. Pedido de luso brasileiro morador da Ilha da Madeira não pode ser negado. Afinal quem me dará abrigo no velho continente. A pedidos do luso amigo Pra começar, não sei mesmo se o tal existe. Se … Continuar lendo A difícil arte de descrever a “dança da desilusão”

Eu vi um menino correndo…

Eu vi um menino correndo, mas não tinha nada a ver com o tempo, ou com cabelos brancos na fronte do artista. Não existia força estranha. A que havia era uma conhecida. O vento batia no rosto suado e ele corria. Corria e não conseguia parar. O coração pulsava cada vez mais forte. Ele passava as mão sobre os curtos cabelos. Parecia desesperado. Tudo o … Continuar lendo Eu vi um menino correndo…

A noite de João

O frio da barriga que começou desde o momento em que entrei no ônibus com a intenção de assistir a João Gilberto a priori parecia inusitado. Porque? cheguei a me perguntar. Pouco antes das nove da noite – horário marcado para o início do show lá estávamos nós, a ‘patota’ que dormiu na fila e aguardou por quatorze horas até a abertura das bilheterias estava … Continuar lendo A noite de João

“É doce morrer no mar”

Morreu hoje aquele que para Caetano Veloso foi o  “único homem que foi barroco e zen ao mesmo tempo”. Dori não precisa de que falem por ele, isso ele sabia fazer como ninguém. Hoje tem festa no céu, Zélia e Jorge sem dúvida, o receberão de braços abertos. E lá se foi o velho marujo…que a partida tenha sido tão doce quanto seu legado. “É … Continuar lendo “É doce morrer no mar”

Ventos de alegria ou O bicho estranho da felicidade

Esses dias ele estava meio assim, serelepe, saudosista, sereno…feliz. Não tinha motivos em especial. Ao menos imaginava não ter. Na sexta-feira que seria incomum sem a cerveja com os amigos, ele descobriu o porque do vento de felicidade. Talvez devido às voltas que uma conexão dá, a brisa da alegria tenha passado primeiro na capital para depois seguir rumo à princesa do sertão. Num recado … Continuar lendo Ventos de alegria ou O bicho estranho da felicidade